terça-feira, 11 de julho de 2017

Intervenção Psicopedagógica

Intervenção Psicopedagógica junto à criança Portadora de Necessidades Educacionais Especiais
         Crianças com limitações devem receber um trabalho psicopedagógico respeitando seu ritmo e propiciando-lhe estimulação adequada para desenvolvimento de suas habilidades. Programas devem ser implementados de acordo com as necessidades específicas das crianças.
Segundo relata MAIA, Heber:
“Aprender representa uma mistura complexa de diversos elementos: pedagógicos, emocionais, culturais e biológicos. Quando uma criança apresenta problemas para desenvolver sua aprendizagem, todas essas facetas precisam ser analisadas, a fim de melhor conduzir esta criança.” (Necessidades Educacionais Especiais. P. 13)
    Frequentar a escola permitirá a criança adquirir, progressivamente, conhecimentos, cada vez mais complexos, que serão exigidos da sociedade e cujas bases são indispensáveis para a formação de qualquer indivíduo. A aprendizagem acontece sempre com a interação do indivíduo com o objeto a ser conhecido e com os envolvidos no ato de aprender,
         Desta forma consideramos que a escola deve adotar uma proposta curricular, que se baseie na interação sujeito/ objeto, envolvendo o desenvolvimento desde o início escolar.
          E o ensino das crianças  deve ocorrer de forma sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, devendo ocorrer de forma agradável e que desperte interesse na criança. Normalmente o lúdico atrai muito na primeira infância, e é um recurso a ser utilizado, pois permite o desenvolvimento global  através da estimulação de diferentes áreas.
       Uma das maiores preocupações em relação à educação, de forma geral, se dá na fase que se estende do nascimento ao sexto ano de idade. Neste período a educação infantil tem por objetivo promover  maior autonomia, experiências de interação social e adequação, permitindo que esta se desenvolva de forma espontânea.          O atendimento deve ocorrer de forma gradual, pois estas crianças não conseguem absorver grande número de informações. Também não devem ser apresentadas, informações isoladas ou mecânicas, O trabalho deve ser diário, organizado e de persistência, não permitindo que o aluno deixe de fazer as atividades por teimosia, característica das Síndromes.
        É importante que o profissional promova o desenvolvimento da aprendizagem nas situações diárias da criança, e a evolução gradativa da aprendizagem deve ser respeitada. Não é adequado pularmos etapas ou exigirmos atividades que ela não possa realizar e que não trazem benefícios à criança e ainda podem lhe causar estresse.
       A criança tem que ser vista de forma global e educá-la não é apenas trabalhar a mente e sim  abrangendo todos os aspectos, inclusive a necessidade de interagir com o meio, tendo contato direto com o universo de objetos e situações que a cercam, podendo assim efetivar suas construções sobre a realidade.
      Acreditamos que a caminhada se faz ao caminhar, com amor, compreensão e dedicação.
Ruth Coutinho Staedele
Psicopedagoga Institucional /Clínica
ABPpSC- 385/2010








Lidando com a DIVERSIDADE


Lidando com a diversidade
Rose Mary Grebe

Nos dias atuais cada vez mais nos deparamos com diferenças.
Até uns anos atrás isto era camuflado, quem tinha um filho com alguma necessidade maior ou comportamento diferente acabava escondendo. Quartos escuros, acorrentamento, instituições especializadas, tudo para que este ser diferente não aparecesse em sociedade.  
Tem explicação histórica, na antiguidade simplesmente eram deixados à própria sorte, pois isto era encarado como um castigo de Deus. Algumas mães chegaram a se esconder com seu filho “diferente” para que ele sobrevivesse.
Mas, evoluímos, felizmente, e hoje estamos começando a entender que lidar com as diferenças nos faz crescer.
A ciência também evoluiu muito, hoje temos diagnóstico para quase todas as necessidades. Nestes diagnósticos muitos precisam da ajuda de uma medicação, não o que se ouve por aí, “para-te quieto”, “chapar”, “pílula da felicidade.” Mas a medicação, quando necessária, que traga qualidade de vida ao paciente.
Neste contexto das diferenças percebemos que o maior interessado que é o paciente, não sabe o que acontece consigo mesmo, ele se acha estranho, mas não sabe o porquê. Em muitas situações sofre bullying , não consegue se situar aos contextos sociais que a vida proporciona, gerando sofrimento.
Uma boa dica para conversarmos com nosso filho portador de alguma Necessidade Educacional Especial é começar por assistir com ele alguns dos filmes que há bastante tempo estão no mercado, na INTERNET e outros meios de comunicação. A lista é extensa. Nós, pais, professores, terapeutas, familiares envolvidos também devemos ter um conhecimento maior, para também lidarmos melhor.
Mas uma das coisas que ainda precisamos fazer é tratá-los com a maior normalidade possível, dando a eles a oportunidade de mostrar suas potencialidades. É preciso que acreditemos, que os tornemos seres autônomos, dando-lhes dignidade, que deve ser com limites e responsabilidade pelos atos praticados.
Em nossa caminhada de alguns anos no Espaço Educativo Vivendo e Aprendendo é o que procuramos fazer e esclarecer aos envolvidos na educação dos nossos atendidos.





quinta-feira, 3 de março de 2016

O Que é TDAH ?

                           Rose Mary Grebe

Nos dias de hoje se houve falar muito em TDAH. As pessoas não envolvidas com certas áreas do conhecimento não sabem o que é. Há quem diga, inclusive, que não existe.

Gostaríamos, então, de apresentar algumas considerações. O transtorno existe, tem um componente neurobiológico, no mundo inteiro é estudado. TDAH quer dizer Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, podendo o portador ser ou não hiperativo. Colocamos algumas dicas da ABDA, Associação Brasileira do Déficit de Atenção.


TDAH – Algumas dicas para os pais
 Mandamentos
1.     Reforçar o que há de melhor na criança. 
2.     Não estabelecer comparações entre os filhos. Cada criança apresenta um comportamento diante da mesma situação. 
3.     Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo. 
4.     Aprender a controlar a própria impaciência. 
5.     Estabeleça regras e limites dentro de casa, mas tenha atenção para obedecer-lhes também. 
6.     Não esperar ‘’perfeição’’. 
7.     Não cobre resultados, cobre empenho. 
8.     Elogie! Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais. A criança precisa ver que seus esforços em vencer a desatenção, controlar a ansiedade e manter o ‘’motorzinho de 220 volts’’ em baixas rotações está sendo reconhecido. 
9.     Manter limites claros e consistentes, relembrando-os frequentemente. 
10.   Use português claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos. 
11.   Não exigir mais do que a criança pode dar: deve-se considerar a sua idade.
Estudo 
1.     Escolher cuidadosamente a escola e a professora para que a criança possa obter sucesso no processo de ensino-aprendizagem. 
2.     Não sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares. 
3.     O estudo deve ser do jeito que as crianças ou os adolescentes bem entenderem. Tudo deve ser tentado, mas se o resultado final não corresponder às expectativas, reavalie após algumas semanas e peça novas opções; vá tentando até chegar à situação que mais favoreça o desempenho. 
4.     Tenha contato próximo com os professores para acompanhar melhor o que está acontecendo na escola. 
5.     Todas as tarefas têm que ser subdivididas em tarefas menores que possam ser realizadas mais facilmente e em menor tempo.
        Regras do dia-a-dia 
1.     Dar instruções diretas e claras, uma de cada vez, em um nível que a criança possa corresponder.
2.     Ensinar a criança a não interromper as suas atividades: tentar finalizar tudo aquilo que começa. 
3.     Estabelecer uma rotina diária clara e consistente: hora de almoço, de jantar e dever de casa, por exemplo. 
4.     Priorizar e focalizar o que é mais importante em determinadas situações. 
5.     Organizar e arrumar o ambiente como um meio de otimizar as chances para sucesso e evitar conflitos.
   Casa 
1.     Manter em casa um sistema de código ou sinal que seja entendido por todos os membros da família. 
2.     Manter o ambiente doméstico o mais harmônico e o mais organizado quanto possível. 
3.     Reservar um espaço arejado e bem iluminado para a realização da lição de casa. 
4.     O quarto não pode ser um local repleto de estímulos diferentes: um monte de brinquedo, pôsteres, etc.
  Comportamento 
1.     Advertir construtivamente o comportamento inadequado, esclarecendo com a criança o que seria mais apropriado e esperado dela naquele momento. 
2.     Usar um sistema de reforço imediato para todo o bom comportamento da criança. 
3.     Preparar a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina, como festas, mudanças de escola ou de residência, etc. 
4.     Incentivar a criança a exercer uma atividade física regular. 
5.     Estimular a independência e a autonomia da criança, considerando a sua idade. 
6.     Estimular a criança a fazer e a manter amizades. 
7.     Ensinar para a criança meios de lidar com situações de conflito (pensar, raciocinar, chamar um adulto para intervir, esperar a sua vez).
Pais 
1.     Ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança. 
2.     Incentivar as brincadeiras com jogos e regras, pois além de ajudar a desenvolver a atenção, permitem que a criança organize-se por meio de regras e limites e, aprenda a participar, ganhando, perdendo ou mesmo empatando. 
3.     Quem tem TDAH pode descarregar sua “bateria” muito rapidamente. Se este for o caso, recarregue-a com mais frequência. Alguns portadores precisam de um simples cochilo durante o dia, outros de passear com o cachorro, outros de passar o fim de semana fora, outros ainda de ginástica ou futebol. Descubra como a “bateria” do seu filho é melhor recarregada. 
4.     Evite ficar o tempo todo dentro de casa, principalmente nos fins de semana. Programe atividades diferentes, não fique sempre fazendo a mesma coisa. Leve todos à praia, ao teatro, ao cinema, para andar no parque, enfim, seja criativo. 
5.     Estabeleça cronogramas, incluindo os períodos para ‘’descanso’’, brincadeiras ou simplesmente horários livres para se fazer o que quiser. 
6.     Nenhuma atividade que requeira concentração (estudo, deveres de casa) pode ser muito prolongada. Intercale coisas agradáveis com tarefas que demandam atenção prolongada (potencialmente desagradáveis, portanto). 
7.     Procure sempre perguntar o que ela quer, o que está achando das coisas. Não crie uma relação unidirecional. Obviamente, os pedidos devem ser negociados e atendidos no que for possível. 
8.     Use mural para afixar lembretes, listas de coisas a fazer, calendário de provas. Também coloque algumas regras que foram combinadas e promessas de prêmio quando for o caso. 
9.     Estimule e cobre o uso diário de uma agenda. Se ela for eletrônica, melhor ainda. As agendas devem ser consultadas diariamente.
Lembre-se sempre 
1.     Procure o máximo de informações possível sobre o TDAH: leia livros, faça cursos, entre para organizações como a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (www.tdah.org.br), faça contato com outros pais para dividir experiências bem e mal sucedidas. 
2.     Tenha certeza do diagnóstico e segurança de que não há outros diagnósticos associados ao TDAH. 
3.     Tenha certeza de que o tratamento está sendo feito por um profissional que realmente entende do assunto. 
4.     Lembre-se que seu filho (a) está sempre tentando corresponder às expectativas, mas às vezes não consegue. Deve sempre lembrar-se aos pais que estes devem ser otimistas, pacientes e persistentes com o filho. Não devem desanimar diante dos possíveis obstáculos.

ABDA® Todos os direitos reservados. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

VIVENDO E APRENDENDO deseja um Ano de muito progresso e novas realizações!
Iniciamos a ano de 2016 com um texto  reflexivo para ser lido por todos os PAPAIS e MAMÃES!

VOCÊ COSTUMA DIZER "NÃO" AOS SEUS FILHOS?
 
Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras ede rostos angelicais que pedem com tanta doçura?
Uma conhecida educadora do nosso País alerta que não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.
Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem?
Por que não satisfazê-los?
Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas?
Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que fazê-lo pensar nos outros?
E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"...
O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os filhos. 
 Ser pai é ter uma função e responsabilidade social perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos.
Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo
comprar, ou sofrendo por lhe dizer "não", porque ele já tem outros dez ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o TER.
Estamos, indiretamente, valorizando o SER.
Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de
dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio
exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não
aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.
Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele
fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com
muita "flexibilidade" ética, para não dizer desonesto.
Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota,
qualquer "não" se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal?

Não se defende a ideia de que se crie um ser acomodado sem ambições e derrotista.
 De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida às vezes se ganha, e, em outras, se perde.

Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é
preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas com suas próprias armas e recursos,e não
e não fazendo-o acreditar que alguém lhe dará tudo, sempre, e de "mão beijada".
Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas consumismo caprichoso.
Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável.
Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi
negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer.
Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram
agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa.
Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na
importância de aprender a difícil arte de dizer não.
Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para
enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.
  O esforço  pela educação não  pode ser desconsiderado.
Todos temos responsabilidades no contexto da vida,

 nas realizações humanas, nas atividades sociais,
 membros que somos da família universal.
(Do livro "Repositório de Sabedoria" vol I, Educação)









quarta-feira, 26 de agosto de 2015

VIVA, EE Vivendo e Aprendendo faz 8 anos!




27 de agosto, um dia muito especial




Há oito anos mudamos para este novo Espaço Educativo Vivendo e Aprendendo, como uma forma de darmos mais conforto, condições de material e um lugar mais amplo.
Com muito carinho idealizamos esta casa, dando um aspecto mais familiar e de aconchego.E nosso trabalho vem acontecendo, sempre com as intervenções nas dificuldades de aprendizagem.
Durante todo esse tempo o que não nos faltou foi o incentivo dos pais, avós e tios destas crianças e adolescentes.
Procuramos levar a todos os que nos procuram a mensagem de que “sempre trabalhamos com possibilidades”. Isto nos move. Acreditamos no que fazemos e isto é sempre com muito amor e seriedade.
Obrigada a todos os que nos incentivam a continuar nesta caminhada rumo à Educação de Qualidade.